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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O QUE ANDO A LER

Hoje, retomamos a nossa rubrica "O que ando a ler". Desta vez, é o professor João Fagundes que partilha connosco as suas leituras.



            Este livro conta a história de uma pequena, GRANDE MULHER, que tem lutado pelo direito das meninas do Paquistão de irem à escola. Isto porque neste país, apenas aos rapazes é permitida a frequência à escola.
            Mesmo ameaçada de morte por um grupo terrorista talibã do Paquistão, o qual é contra a ida das meninas à escola, ela nunca se deixou intimidar e continuou sempre a lutar por esta causa. Devido à sua persistência, acabou por ser vítima de um atentado que quase lhe tirou a vida.
            A Malala hoje em dia encontra-se a viver em Inglaterra e foi recentemente distinguida com o Prémio Nobel da Paz, como reconhecimento da coragem e determinação, que sempre demonstrou na luta pelo direito à escolaridade das meninas do Paquistão.
É curioso este paradoxo: enquanto uns lutam pelo direito de irem à escola, outros há que o têm, mas recusam-se a usufruí-lo.
            O livro é muito interessante, pois permite-nos perceber melhor a forma com a educação é vista nos países muçulmanos, bem como perceber o porquê das constantes lutas existentes nesses países.

                                                Prof.João Fagundes

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O regresso de "O que ando a ler..."

O blogue da nossa biblioteca abraça novamente a rubrica "O que ando a ler...". 
Desta vez foi a Prof.ª Ilídia Bettencourt que partilhou as suas leituras:

Acabei de ler Milagrário Pessoal, de José Eduardo Agualusa. Desta vez, o escritor angolano escreve sobre as palavras que fazem a nossa língua, tema que me interessa muito, como é natural, uma vez que sou professora de Português.
Uma história de amor improvável serve de pretexto para uma viagem pela língua, em busca da origem das palavras. Ao longo do livro, mergulhamos numa trama de investigação pouco habitual. Aqui não se investigam homicídios, nem contrabandos, nem outras tramas a que a Literatura nos habituou. Neste livro, investigam-se palavras e a sua origem. Parte-se numa viagem rumo à origem dos neologismos que entraram no português. Mais um bom livro de um escritor que aprecio bastante e que não me costuma desiludir.
Partilho convosco o primeiro parágrafo da obra, sobre o poder das palavras, a fazer lembrar o conhecido poema de Eugénio de Andrade.


“As palavras, como os seres vivos, nascem de vocábulos anteriores, desenvolvem-se e fatalmente morrem. As mais afortunadas reproduzem-se. Há-as de índole agreste, cuja simples presença fere e degrada, e outras que de tão amoráveis tudo à sua volta suavizam. Estas iluminam, aquelas confundem. Umas são selvagens, irascíveis, cheiram mal dos pés, fungam e cospem no chão. Outras, logo ao lado, parecem altivas e delicadas orquídeas.”

José Eduardo Agualusa, Milagrário Pessoal



As palavras 
São como um cristal, 
as palavras. 
Algumas, 
um punhal, um incêndio. 
Outras, 
orvalho apenas. 

Secretas vêm, cheias de memória. 
Inseguras navegam: 
barcos ou beijos,
as águas estremecem. 
Desamparadas, inocentes, 
leves. 
Tecidas são de luz 
e são a noite.
 E mesmo pálidas 
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem 
as recolhe, assim, 
cruéis, desfeitas,
 nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade


Participa e envia-nos o teu texto sobre as tuas leituras. Entusiasma-nos!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O que anda a ler...

O Diário de Anne Frank é um diário escrito por uma menina judia que presencia a 2º Guerra Mundial. Com apenas 13 anos de idade, ela conta-nos a sua vida durante os 2 anos em que esteve escondida dos nazis num anexo da loja do pai, em Amesterdão, juntamente com outras 4 pessoas que também eram judias.
No princípio do diário, Anne fala na reviravolta que se deu na sua vida, faz a descrição do anexo e fala dos seus novos companheiros; mais adiante, Anne fica um pouco frustrada com algumas das pessoas que vivem com ela, mas, na maior parte das vezes, eles acabam por se entender. Ao longo dos poucos anos em que viveu no anexo, Anne desenvolveu uma relação mais próxima com Peter, um rapaz de 15 anos, que vivia também no anexo.
O final do diário é um pouco chocante, pois apercebemo-nos que dias depois, Anne e os outros judeus foram encontrados e levados para o campo de concentração, onde todos morreram, à exceção de Otto Frank, o pai de Anne.

Carolina Costa
(aluna do 7ºA)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O que ando a ler...

            Ando a ler o livro O Perfume, um romance do escritor alemão Patrick Süskind. A história situa-se no século XVIII em Paris e tem como personagem principal Grenouille, um homem que possui um olfato extraordinariamente apurado, o que lhe permite reconhecer os odores mais imperceptíveis.
            Conseguia cheirá–los por mais longe que estivessem e armazenava–os todos em sua memória, também excepcional para relembrar aromas. Esse olfato é sua única fonte de alegria, que ele aproveita para confeccionar, sem a mínima experiência, perfumes de qualidade excepcional.
            Grenouille um dia encontra uma jovem, com um perfume totalmente diferente de todos os outros milhares de perfumes que ele guardava na memória, e acabará por matá-la, com as suas próprias mãos, de tanto desejar apoderar-se do seu odor. Mas, esta jovem é apenas uma das muitas jovens que o protagonista acaba por matar, em busca do perfume perfeito.

 Cristina Costa
(Vice presidente da CEI)
 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O que ando a ler...

         Neste momento, estou a ler o livro O bosque dos pigmeus, da escritora Isabel Allende, em francês. A história tem como protagonistas os jovens Alexander e Nadia, que acompanham a avô Kate numa expedição da International Geographic e acabam envolvidos num resgate de missionários perdidos numa das regiões mais inabitáveis de África. Trata-se de uma história repleta de aventura em plena selva africana, onde o leitor descobrirá as crenças, as tradições e a vida quotidiana de várias tribos, assim como informações sobre a diversa fauna e flora existentes neste continente.
Márcia Fonseca
(professora de Francês)